Cólera dos Justos nos Reinos Esquecidos

Report da Sessão 6 - Becoming Mythic

O dia em que tudo mudou

Jogo RPG há 15 anos e ontem joguei uma das melhores sessões da minha vida.

É engraçado porque, normalmente, eu jamais chamaria uma noite de RPG resumida a um único combate como uma grande sessão. Mas ontem foi.

Talvez devido a expectativa gerada pelas semanas de espera, pela ansiedade em testar os poderes épicos ou pelo fato de ter dado tudo certo no final. Só sei que no instante em que a sessão acabou, eu sabia que algo grandioso tinha acontecido ali.

Agora que posso parar para pensar nas três horas e meia que passamos em Faêrun ontem, acredito que o principal fator tenha sido a forma como tudo se desenvolveu. Foi uma sessão dramática, sem deixar de ter seus momentos de descontração. Foi difícil, mas sem podar a possibilidade de realizar atos épicos. Foi combativa, mas ao mesmo tempo extremamente carregada de roleplay.

E é claro, não poderia deixar de falar do senso de realidade que tive neste combate. Sejamos sinceros, apesar das boas ideias e da interpretação por vezes acima da média, este nosso grupo tem um pézinho no Power Game (alguns de nós os dois pés), o que faz com que encaremos os combates mais como um desafio de malha, o que não é errado. O grupo se diverte tentando tirar o máximo de seu party play para vencer os desafios.

Ontem, porém, o combate era tão monstruoso e estávamos todos tão envolvidos, que pela primeira vez em muito tempo pude sentir que as coisas estavam fora do controle de cada um em Off. Digo, eu sabia o que eu tinha que fazer, mas tinha tantos elementos que eu não conseguia manter registro do que cada um dos jogadores estavam fazendo e o que cada um dos inimigos representava.

Eu sabia que Victória estava atirando e matando os menores, sabia que Ragnar estava bloqueando a passagem dos montados, que Kalos tinha ido para o meio do palanque e tentava resgatar os amigos e que o Cláudio… bem ,estava sendo o Cláudio. Mas não sabia exatamente como isso acontecia e quais estratégias estavam sendo usadas. Eu apenas confiava que cada um fazia sua parte.

Imagino que esta seja exatamente a sensação de um grupo de aventureiros em um combate como aquele. Você não tem como ficar de olho em cada um de seus companheiros, você precisa confiar que eles vão fazer o melhor que podem para o bem de todos. E sentir isso em Off foi muito legal.

Gostaria de terminar esta pequena resenha com um agradecimento à sua dedicação ao jogo, desde a construção e adaptação da história, até pequenos detalhes, como separar as minis certas para cada monstro. Os jogadores não fazem ideia de como estas pequenas coisas dão trabalho.

Abraços,

Flávio Bonanome

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george_bonfim

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