Cólera dos Justos nos Reinos Esquecidos

Sombras oníricas

Os pesadelos continuavam, noite após noite, desde o final do cerco à Drezen e da vitória dos cruzados, que finalmente haviam expulsados os demônios que por décadas mantiveram a fortificada cidade sob seu controle. No último deles, Kristoff estava em um imenso campo, sem qualquer sinal de vida, luz ou trevas. Observando o horizonte cinzento, ele viu que diversas almas se dirigiam para o que parecia ser uma grande cidade, que ele logo reconhecera em decorrência de seus ensinamentos religiosos, por ser um campeão sagrado de Kelemvor, o deus da morte e dos mortos, chamado de Juiz dos Condenados por seus seguidores. Todas as almas caminhavam naquela direção exatamente para serem julgadas e terem o seu destino determinado pela divindade que incansavelmente e sem qualquer sentimento exercia a sua tarefa de sua fortaleza, chamada de Pináculo de Cristal, localizado no centro da Cidadela do Julgamento.

No meio da multidão, ele a viu. Bela e singela, com seus longos cabelos ruivos e com o mesmo vestido bordado que usara no dia em que ele havia pedido a sua mão em casamento para o patriarca da família, o Lorde Richard Carndale. Seus olhares se cruzaram. Primeiro, Kristoff sentiu uma saudade imensa e uma vontade de largar tudo para finalmente unir-se à sua esposa. A guerra, os conflitos, os estranhos poderes que lhe foram concedidos, tanto por sua divindade que lhe prometera retribuição e vingança, quanto pela centelha mítica que agora ele carregava dentro de si. Nada mais valia a pena agora, tudo o que ele desejava era estar ao lado de Adelaide e sentir o toque da sua pele macia, o cheiro seu perfume florido, o sabor de seu beijo apaixonado.

Percebendo seu anseio, a jovem estendeu seu braço, oferecendo-lhe a chance de partir. A mente de Kristoff oscilava entre esta visão e a cena de batalha que era travada muito longe dali, em um templo profano dedicado ao Príncipe demônio Deskari, onde tanto o paladino quanto seus aliados esforçavam-se até as últimas consequências para derrotar os servos do Senhor das Pragas, em especial o seu campeão profano, o algoz antipaladino anão Azrael Steelforge, traidor das Cruzadas e de tudo o que lhe fora tão importante um dia: sua divindade, seu clã, sua família.

Kristoff havia caído a meros segundos atrás, mas tudo aquilo parecia ter durado uma eternidade. Os ferimentos causados a ele por Azrael seriam capazes de derrubar um gigante do gelo, um dragão ou mesmo um demônio enorme como um glabrezu. A dor era lascinante, mas Kristoff sentia-se, acima de tudo, extremamente cansado. Já havia lutado e cumprido o seu propósito, e era finalmente chegado o momento da partida.

De súbito, ele viu uma ave de rapina circundando a Cidadela do Julgamento. Seu olhar desviou-se do de Adelaide por um instante, e ele reconheceu o falcão de Victoria, Vendaval. Ela era irmã de Adelaide e, assim como ele, havia jurado descobrir quem havia matado sua irmã, morta anos atrás sob circunstâncias misteriosas. Assim como Kristoff, Victoria havia perdido a pessoa mais importante de sua vida, e de maneira análoga a seu cunhado, havia jurado vingar-se de quem quer que tivesse causado tanta dor e sofrimento para sua família e para si. Ela cumpriria tal juramento ou morreria tentando. Infelizmente para a arqueira restou-lhe apenas a segunda opção.

Ao olhar para Adelaide novamente, ele conseguiu ouvir o sussurro de sua melodiosa voz em seu ouvido, ainda que estivessem a dezenas de metros de distância. “Venha para mim, meu amado. É chegado o momento de seu descanso. Vamos viver aqui a eternidade da vida que nos foi negada pelas vicissitudes do mundo, Kristoff, meu marido”.

Contudo, ao olhar para o falcão novamente, a mensagem gravada em sua mente era mais clara, embora lhe trouxesse muita dor e ressentimento. “Sua missão ainda não acabou! Você não pode morrer, ou aqueles que trarão o Fim dos Tempos caminharão sobre a terra. Deskari, o Prenunciador do Apocalipse não pode sagrar-se vitorioso nesta guerra, na qual seu desfecho significará não o seu domínio sobre a terra, mas na verdade o término de tudo! Sua alma e seu espírito estão ligados a um destino muito maior do que você imagina”!

Os olhos de Kristoff, agora marejado por lágrimas, contemplaram mais uma vez o semblante de Adelaide. Mal pôde balbuciar as palavras, dizendo-as quase que mecanicamente. “Me perdoe, minha amada. Eu ainda não estou pronto. Tenho que fazer isso por nós, por Vicky… Por seu pai e por todos que acreditaram e ainda acreditam em mim e no que ainda devo cumprir”.

Não havia mais doçura ou leveza na face de sua esposa. Sua expressão cerrou-se, como uma estátua de mármore branca, fria e sem qualquer sinal de ternura ou mesmo de vida. Ela o encarou, e ele sentiu uma presença terrível, tão poderosa e maligna quanto a entidade que ele presenciara materializar-se meses atrás nos salões reais da capital do reino de Damara. Kristoff descobriria mais tarde que ele era Mephistopheles, o Senhor do Oitavo Círculo do Inferno, e naquela ocasião ele enfrentou um estranho velho sábio de cabelos e barbas brancas, que usava um batido chapéu pontudo e fumava um cachimbo esquisito. Contudo, a manifestação que ele presenciava agora não emanava a ordem dos diabos ou o caos dos demônios. Era simplesmente maligna, sem qualquer outra manifestação ou anseio que não o desejo pelo Fim, pura e simplesmente.

O coração de Kristoff partiu-se quando ele ouviu mais uma vez a voz de Adelaide. Antes suave, agora ela era sinistra, cruel, e o paladino depois de muito tempo sentiu mais uma vez a esquecida sensação do medo: “Nós tiramos tudo de você! Sua mulher, seu herdeiro nascituro, sua família, seu nome! Você irá arrepender-se até o final de seus dias de não ter desistido e sua alma será atormentada por seu fracasso! Eu sempre o lembrarei disso em seu sono, sua mente será inundada por memórias e pensamentos sombrios, e você jamais se esquecerá do dia em que me deixou morrer! EU TE ODEIO, EU TE ODEIO!”

Os gritos constantes de Adelaide misturaram-se com o grito angustiado de Kristoff, ao despertar de mais um pesadelo, com o suor frio percorrendo seu corpo. Em que pese o fato deles serem cada vez mais recorrentes, esta era a primeira vez que ele sentira a presença daquela entidade obscura e desconhecida. Certamente, não seria a última.

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O Preço da Inveja

Era bom demais para ser verdade.

A jovem estava caída, bastante machucada, com diversos sinais dos ferimentos causados por seus algozes. Pelos olhos de um babau que ele havia dominado, comumente chamado de demônio de sangue, a entidade de sombras observava o seu prêmio. Sem nenhum clérigo ou sacerdote próximo para curá-la, e notando que os seus defensores e aliados estavam atacando outros tieflings que guardavam a ponte, ele deleitava-se com os espasmos e com a respiração ofegante e engasgada de Victoria, que travava uma batalha intensa com seu próprio corpo para manter-se viva. Contudo, ela estava perdendo a batalha, e o desejo mais intenso de Eustoyriax era encerrá-la o mais breve possível, sagrando-se campeão deste embate e tomando como troféu a sua essência mítica.

Como era da natureza dos demônios da sombra, chamados de invidiaks pelos insanos estudiosos das criaturas que habitavam o Abismo e outros planos inferiores, sua forma de agir era muito mais sutil do que a de outros demônios. Haviam até mesmo discussões acadêmicas acaloradas acerca do fato deles serem de fato demônios ou não, já que sua forma de agir era mais semelhante à dos baatezus e diabos dos Nove Infernos, dado o seu comportamento manipulador e sua maneira de corromper os mortais. Tais argumentos foram vencidos mais tarde, quando descobriu-se que cada demônio (especialmente os demônios hierarquicamente mais poderosos), representavam um dos pecados inerentes praticados pelos seres mortais dotados de livre arbítrio, sendo os invidiaks associados com o pecado da inveja.

Este era exatamente o sentimento que dominava Eustoyriax naquele instante. Inveja desses estranhos que detinham o poder mítico cobiçado por tantos no Multiverso, inveja das maravilhas que seriam possíveis de serem desempenhadas por ele, caso ele tivesse apenas uma parcela dessa energia aparentemente inesgotável. “O Poder Mítico é um dos pilares da matéria prima do Cosmos. Os Planos Exteriores são compostos, dentre outros elementos como fé e poder divino, da essência mítica da Criação”. O invidiak havia estudado com cuidado esses invasores e a natureza de suas habilidades recém adquiridas, desejando-as para si de qualquer maneira.

Sua primeira tentativa de possuir um dos presentes no combate havia sido mal sucedida. O capitão tiefling que enfrentava os invasores havia mostrado-se obstinado demais para deixar a sua mente aberta para o domínio de qualquer entidade externa. E o outro detentor de sangue demoníaco estava longe demais, utilizando seus poderes arcanos para punir o cavaleiro que considerava-se protegido em sua carapaça de metal. Ledo engano, descobriria o cavaleiro segundos mais tarde, ao ver sua armadura completamente destruída aos seus pés por um feitiço do tiefling mago.

A entidade mais próxima da arqueira ferida era um dos babaus convocado exatamente por este mago, que observava o ataque e preparava-se para atacar o paladino que estava de costas para ele. Eustoyriax não poderia possuí-lo, pois ele também era um demônio. Mas mesmo sem conseguir possuir uma entidade que não possui alma, ele ainda poderia dominá-lo, com uma ordem simples e fácil de ser cumprida.

“Mate-a”, foi o comando inserido na mente do babau, que pouco entendeu a sua compulsão por atravessar sua alabarda no abdômen de um inimigo caído, ao invés de enfrentar os que ainda brandiam espadas. Ainda assim, a vontade, e até mesmo parte da inveja de Eustoyriax inundaram a mente do demônio mais fraco, e ele pouco podia fazer senão sucumbir à compulsão de encerrar, de maneira permanente, a vida daquela humana que jazia na sua frente.

O êxtase e o urro de satisfação de Eustoyriax foram tamanhos, que ele demorou alguns instantes para compreender o tamanho de seu erro. Sua celebração ecoou de tal maneira nas masmorras da Cidadela de Drezen que uma imensa fera despertou de seu sono. Despertou, e farejou aquela essência entorpecedora, a mesma essência que a Quimera havia provado ao saborear a mão do finado deus da justiça, quando este a havia aprisionado eras atrás. Com um pensamento, o Terror de Fortriu deixou o seu covil e teletransportou-se para os céus de Drezen, rumando para a ponte que estava sendo atacada, seguindo a sua fome.

Eustoyriax amaldiçoou-se pela sua própria inveja, que havia obscurecido seus outros sentimentos, inclusive sua calma habitual. Ele sabia que deveria agir rápido para possuir aquele poder mítico, já que ele não havia esperado tanto tempo para ser preterido por uma besta qualquer. E não o seria.

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O Senhor do Oitavo Inferno e um Velho Sábio dos Vales

Quando o último deles saltou pela janela, Ileosa ainda sentia o forte cheiro de enxofre na sala. Seus pêlos arrepiavam-se ante a estática arcana da armadilha que, mesmo não tendo sido disparada, não conseguiu evitar que Radiante fosse recuperada pelos insolentes que haviam-na desafiado, já pela segunda vez. A lendária arma sagrada que seria corrompida para uso de algum cavaleiro bruxo contra os demônios da Chaga do Mundo estava agora muito longe de seu alcance.

Ela observava a figura imponente do arquidiabo, e jamais o vira com o olhar que ele destinava para o mago ancião do outro lado da sala, que fumava um cachimbo. Uma mistura de ódio, respeito, cautela e até mesmo admiração; pensou ela sem compreender ao certo quem era aquele que, de maneira fútil e tola, desafiava o ser mais poderoso que ela já havia encontrado em seus pouco mais de vinte invernos.

- Sua insolência realmente lhe cai bem, Sábio dos Vales – disse o ser diabólico que, manifestado em sua forma física no Plano Material, tinha uma estrutura ameaçadora e imensa, com mais de três metros de altura. Suas asas eram majestosas, seus chifres eram imponentes e sua face era diabolicamente bela, mas a expressão e os dentes cerrados denotavam o quando Mephistopheles estava com raiva. – Você está apenas adiando o inevitável, já que nós prevaleceremos sobre os demônios da Chaga do Mundo.

Ileosa passou a observar e analisar o homem aparentemente insano que aparecera subidamente em seus aposentos, e que lhe roubara, junto com aqueles malditos aventureiros, parte da glória de seu momento de ascensão à realeza do reino de Damara. Ele parecia um homem bastante velho, embora vigoroso e com um bom porte físico. Provavelmente tinha idade para ser seu avô, mas ela sentiu-se curiosamente atraída por ele. Seus olhos demonstravam que ele já teria visto e vivido muito mais tempo do que seu cansado corpo aparentava demonstrar, e os paramentos e itens encantados que ele carregava, como a magnífica espada com um leão entalhado em sua empunhadura ou o seu exótico e engraçado cachimbo, certamente indicavam que ele não era qualquer um.

- Não me interessam os conflitos que vocês, diabos e demônios, possuem em sua Guerra Sangrenta, desde que eles permaneçam em seus planos inferiores – respondeu o sábio, afrontando aquele que era o mestre, tutor e amante de Ileosa, e que havia acabado de colocar uma coroa em sua cabeça. A jovem ficou ainda mais atônita, e talvez mais excitada, ao observar aquele diálogo que certamente evoluiria para algo mais visceral.

- A Guerra Sangrenta afeta a todos os mundos do Multiverso, tolo! Seu precioso mundo é apenas um dos infinitos outros existentes em suas frágeis esferas de cristal. Um mundo importante e valioso, até certo ponto, mas apenas mais um deles. Terei um prazer inenarrável em fazer de Faerûn mais um campo de batalha deste conflito. Alías, agradeça a um dos seus valiosos mortais, já que foi por culpa de Aarelu Vorlesh que Deskari retornou, foi ela quem abriu a passagem que mortal nenhum será capaz de fechar – a última expressão de Mephistopheles encerrou-se com um sorriso, o primeiro que ele dera desde a chegada daquele estranho.

Ileosa absorvia tudo o que ocorria por ali. Cada informação, sentimento, provocação e expressão que os dois oponentes trocavam entre si. Em algum canto obscuro de sua mente, ela sentia-se lisonjeada de presenciar esse encontro, e imaginou o quanto outras pessoas, nos mais longínquos cantos do Multiverso não desejariam presenciar o que ela estava vendo naquele instante.

- Suas desilusões vão muito além do que pensa, diabo. É por esta razão que jamais irá conseguir derrotar seu inimigo jurado, Baalzebul, ou mesmo tomar o trono de Asmodeus como tirano e governante dos Nove Infernos. Acho até que ele permite que você governe o Oitavo Círculo, pois o verdadeiro Senhor de Baator precisa de um bom porteiro. – o sorriso e escárnio do velho demonstravam o quanto ele não se importava com quem ele dirigia a palavra.

Por muito pouco Ileosa não gargalhou alto ao ouvir aquilo. O tom de rebeldia do estranho, sábio, arquimago e muito em breve cadáver lhe lembrava de um período na qual o seu livre arbítrio ainda era realmente livre. Com certa tristeza e talvez arrependimento ela lembrou-se que jamais teria a sua alma de volta, e que talvez ela tivesse feito a escolha errada, ao entregá-la para Mephistopheles. Tal pensamento, contudo, foi bastante breve.

- CHEGA! Você irá para o mesmo lugar que a vadia da sua deusa está! Sua forma mortal apodrecerá por toda eternidade no Plano Astral, e terei prazer em banquetear-me com a alma de um Escolhido de Mystra! – Mephisto iniciou um intrincado e complexo encantamento, e por um momento tanto o Plano Material quanto Cania, o Oitavo dos Nove Infernos, ocuparam o mesmo lugar no tempo e no espaço. Ileosa via formais espectrais de diabos insectóides segurando lanças, alabardas e outras armas de haste imensas, e notou um horizonte glacial e aterrorizante, completamente ausente de vida e esperança. Um vento cortante e impiedoso rasgava suas vestes e seu esguio e belo corpo, e pela primeira vez ela manifestou-se, gritando e dor e caindo já desacordada no chão.

Então, de repente, tudo acabou. Ileosa levantou-se, ainda zonza, e viu o seu quarto completamente destruído. Os móveis que haviam sido feito do mogno mais nobre dos Reinos, as sedas que haviam percorrido milhares de quilômetros da ardente Calimsham e outros objetos que vieram desde os mercados de escravos de Thay até as florestas próximas a Neverwinter, tudo estava queimado pelas chamas infernais de Mephisto. Ainda assim, Ileosa sentia um frio congelante, maior do que o mais rigoroso dos invernos das Terras Gélidas.

Em algum lugar do Cosmo, a poeira mágica que formava o vestígio de Mystra materializou-se para manifestar a face da antiga Dama dos Mistérios, que derramou apenas uma lágrima solitária de lamento.

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Report da Sessão 6 - Becoming Mythic
O dia em que tudo mudou

Jogo RPG há 15 anos e ontem joguei uma das melhores sessões da minha vida.

É engraçado porque, normalmente, eu jamais chamaria uma noite de RPG resumida a um único combate como uma grande sessão. Mas ontem foi.

Talvez devido a expectativa gerada pelas semanas de espera, pela ansiedade em testar os poderes épicos ou pelo fato de ter dado tudo certo no final. Só sei que no instante em que a sessão acabou, eu sabia que algo grandioso tinha acontecido ali.

Agora que posso parar para pensar nas três horas e meia que passamos em Faêrun ontem, acredito que o principal fator tenha sido a forma como tudo se desenvolveu. Foi uma sessão dramática, sem deixar de ter seus momentos de descontração. Foi difícil, mas sem podar a possibilidade de realizar atos épicos. Foi combativa, mas ao mesmo tempo extremamente carregada de roleplay.

E é claro, não poderia deixar de falar do senso de realidade que tive neste combate. Sejamos sinceros, apesar das boas ideias e da interpretação por vezes acima da média, este nosso grupo tem um pézinho no Power Game (alguns de nós os dois pés), o que faz com que encaremos os combates mais como um desafio de malha, o que não é errado. O grupo se diverte tentando tirar o máximo de seu party play para vencer os desafios.

Ontem, porém, o combate era tão monstruoso e estávamos todos tão envolvidos, que pela primeira vez em muito tempo pude sentir que as coisas estavam fora do controle de cada um em Off. Digo, eu sabia o que eu tinha que fazer, mas tinha tantos elementos que eu não conseguia manter registro do que cada um dos jogadores estavam fazendo e o que cada um dos inimigos representava.

Eu sabia que Victória estava atirando e matando os menores, sabia que Ragnar estava bloqueando a passagem dos montados, que Kalos tinha ido para o meio do palanque e tentava resgatar os amigos e que o Cláudio… bem ,estava sendo o Cláudio. Mas não sabia exatamente como isso acontecia e quais estratégias estavam sendo usadas. Eu apenas confiava que cada um fazia sua parte.

Imagino que esta seja exatamente a sensação de um grupo de aventureiros em um combate como aquele. Você não tem como ficar de olho em cada um de seus companheiros, você precisa confiar que eles vão fazer o melhor que podem para o bem de todos. E sentir isso em Off foi muito legal.

Gostaria de terminar esta pequena resenha com um agradecimento à sua dedicação ao jogo, desde a construção e adaptação da história, até pequenos detalhes, como separar as minis certas para cada monstro. Os jogadores não fazem ideia de como estas pequenas coisas dão trabalho.

Abraços,

Flávio Bonanome

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Welcome to your campaign!
A blog for your campaign

Wondering how to get started? Here are a few tips:

1. Invite your players

Invite them with either their email address or their Obsidian Portal username.

2. Edit your home page

Make a few changes to the home page and give people an idea of what your campaign is about. That will let people know you’re serious and not just playing with the system.

3. Choose a theme

If you want to set a specific mood for your campaign, we have several backgrounds to choose from. Accentuate it by creating a top banner image.

4. Create some NPCs

Characters form the core of every campaign, so take a few minutes to list out the major NPCs in your campaign.

A quick tip: The “+” icon in the top right of every section is how to add a new item, whether it’s a new character or adventure log post, or anything else.

5. Write your first Adventure Log post

The adventure log is where you list the sessions and adventures your party has been on, but for now, we suggest doing a very light “story so far” post. Just give a brief overview of what the party has done up to this point. After each future session, create a new post detailing that night’s adventures.

One final tip: Don’t stress about making your Obsidian Portal campaign look perfect. Instead, just make it work for you and your group. If everyone is having fun, then you’re using Obsidian Portal exactly as it was designed, even if your adventure log isn’t always up to date or your characters don’t all have portrait pictures.

That’s it! The rest is up to your and your players.

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